Acasos

Andamos pelas ruas sem saber o que encontrar
Andamos nos bares, festas, pelas noites sozinhos
Vivemos a vida temendo amar, nos machucar
Seguimos por inúmeros e diferentes caminhos
Sem acertos, somente pelo medo de errar
Confundimos atração e carícias com carinhos

Procuramos responder perguntas
Que sem respostas viram moinhos
Entre um turbilhão de sentimentos, viram apostas
Uma busca constante de novos caminhos
Na qual só se mostram propostas
Que no final das contas, só deixam espinhos


Mantenha-se perto do acaso feliz
Não planeje todos seus passos preocupado
O tempo mostra o que nenhum sábio diz
Viva sob suas próprias regras, mas cuidado
Pense, diferente quando preciso, seja aprendiz
O destino te dá um presente moldado
Natural e verdadeiro, que dispensa giz


Viva o que tem para viver
Mesmo que aconteça tudo ao contrário
É um grande risco a se correr
Por mais normal que seja ser solitário 
Nada melhor que um amor para ter
Para viver, para sentir, para pôr no relicário.
    

16,26 e 27 de novembro e 28 de Dezembro)

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