Crônica das relações sociais
E hoje voltando para casa, escuto um breve diálogo entre um pai e o seu filho- mais ou menos seis anos-, onde dizia assim:
Filho: Pai, mamãe vai brigar com o senhor!
Pai: Por quê, meu filho?
Filho: Porque o senhor estava conversando com uma mulher.
Pai: Era a vendedora, meu filho! (já um pouco perdido)
Filho: Pai, não era a vendedora não!
Pai: ....
E o meu pensamento: Sinto que ocorrerá sérios problemas! (rs)
Percebo quão complexas são as relações entre as pessoas. Ontem mesmo, praticamente nesse mesmo horário que ocorreu isso (por volta do final da tarde), outra história um tanto curiosa aconteceu, coincidentemente no mesmo local desse outro.
Voltando para casa novamente, escuto uma conversa ao telefone, entre uma mulher e provavelmente namorado/marido, onde ela deixa explicito a agonia e o seu coração despedaçado quando diz a seguinte frase:
"Paulo, eu não te quero mais, já sofri demais por sua causa, você disse que não me queria, queria ela, pegue suas coisas e vá embora... Eu não quero você, Paulo... Por favor, me esqueça!... Sempre foi a mesma coisa... Você não disse que não ia embora porque não queria levar essa outra mulher pra um "quartinho", por isso ficava comigo?!... Então pronto, desapareça da minha vida..."
Será que sou tão curiosa?! Ou será que acredito que as relações humanas são mais importantes e cheia de mistérios que se pode imaginar?! O interessante é saber que em cada pessoa que consigo ver, está com alguma inquietação, alguma coisa que vem acontecendo que tirou a paz, ou que deu a paz, ou seja, cada um sabe realmente o que se passa dentro dele.
Agora mesmo, tentando rascunhar dentro do ônibus, um homem que está ao meu lado direito, me olha com uma cara de "O que essa menina está fazendo? Acho que ela é doida!"


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